Entrevistas

ANG SC ENTREVISTA – MARCELO ANTÔNIO SALGADO

ENTREVISTAS – número 01 | DEZEMBRO 2020


 

MARCELO ANTÔNIO SALGADO

Homenagem a um dos Fundadores da Associação Nacional de Gerontologia

 

APRESENTAÇÃO

Olá amigos, associados e parceiros da Associação Nacional de Gerontologia de Santa Catarina – ANG SC. Estamos iniciando uma nova sessão em nosso site, a qual busca trazer entrevistas com personalidades que contribuem para a área da gerontologia. Nessa primeira edição consta a entrevista com Marcelo Antônio Salgado juntamente com a transcrição de sua palestra proferida durante o IX ENCONTRO CATARINENSE DE GERONTOLOGIA E IV SEMINÁRIO SOBRE ENVELHECIMENTO E INSTITUCIONALIZAÇÃO, realizados em 2017. Assim, em 18 de outubro de 2020, data em que a Associação Nacional de Gerontologia completa 35 anos de existência buscamos prestar uma homenagem ao seu fundador. Esperamos que continuem acompanhando o nosso site e as próximas entrevistas, que buscarão prestar novas homenagens e trazer muitos conhecimentos para nos auxiliar com seus exemplos de vida. Boa leitura!

 

 

ALGUMAS EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS…

  • Assistente Social (Universidade Católica de São Paulo);
  • Especialização em Gerontologia Social pela Fundação Nacional de Gerontologia da França;
  • Especialização em Epidemiologia pela Fundação Merrieux e Organização Mundial da Saúde/ OMS- Suíça;
  • Especialista Superior em Gerontologia Social pela Universidade de Barcelona- Espanha;
  • Coordenação do Trabalho Social Com Idosos do SESC São Paulo (por 30 anos);
  • Assessoria diversas a Ministérios, governos estaduais e municipais, na implantação e desenvolvimento de políticas e programas de atenção a idosos;
  • Assessoria a fundações de seguridade social e empresas na implantação de programas de preparação para aposentadoria (Petrobrás, Vale do Rio Doce, Acesita, CESP, Fundação Rubens Berta, etc);
  • Conferencista em congressos internacionais na Argentina, Chile, Portugal, França, Espanha, Alemanha e Áustria;
  • Orientação e formação de profissionais portugueses para o trabalho social com idosos;
  • Consultoria ao INATEL (Portugal) para organização do programa de turismo sênior;
  • Tem livros e artigos técnicos publicados no Brasil, França e Alemanha;
  • Membro fundador e presidente de honra da Associação Nacional de Gerontologia – ANG.

 

 

Recentemente a Associação Nacional de Gerontologia completou 35 anos de fundação e no ano passado, a seção estadual de Santa Catarina (ANG SC), completou seu aniversário de 30 anos. Nesse sentido, buscamos expressar gratidão às pessoas que iniciaram a caminhada…

Esse primeiro número traz um resgate histórico, prestando homenagem ao fundador Marcelo Antônio Salgado, que além de um notório currículo transparece um ser humano fantástico, simples e de enorme conhecimento. É possível perceber que por meio de uma auto reflexão sobre o seu processo de envelhecimento ele traz ensinamentos sobre a gerontologia como uma ciência extraordinária indicando caminhos para os profissionais da área. 

Segundo Marcelo, a velhice é uma construção em seus aspectos multidimensionais e o envelhecimento na sociedade brasileira é um fenômeno particular, caracterizado por uma acumulação sucessiva de desigualdades. Reflete que houve ganhos em termos de visibilidade, mas não o status de reconhecimento como grupo social. Indica que o Estatuto do Idoso, é uma Lei extraordinária, mas que a todo momento está sendo sofrendo perdas importantes. Destaca que as políticas públicas se encontram muito fragilizadas, o que se torna muito complexo e preocupante e convida cada um de nós a ser um agente de transformação.

 

ENTREVISTA

 

ANG SC: O senhor é uma referência na área do envelhecimento no país, como começou sua trajetória e interesse pela gerontologia?

Meu interesse pela gerontologia ocorreu ao descobrir que, no Brasil, a questão da velhice não era objeto de ações sociais, nem de políticas públicas, voltadas a diminuir as graves dificuldades que enfrentavam os idosos. A exceção das instituições asilares não havia, naquela época, nenhum tipo de programa ou serviço voltado a atender a população idosa, que já vivenciavam a situação de pobreza, isolamento social e formas diversas de violência e preconceitos.

A convivência diuturna com idosos na coordenação no trabalho do SESC São Paulo e a participação em movimentos sociais diversos, aumentaram meu conhecimento sobre a gravidade da questão social da velhice e precariedade de serviços nesse setor.

Quando da criação do Ministério da Previdência e Assistência Social no ano de 1974 tive oportunidade de coordenar a elaboração da primeira proposta de Política Social Para Idosos (1976), sendo um dos marcos iniciais da gerontologia social em nosso país.

 

ANG SC: O que motivou a fundação da ANG SC? Durante a sua trajetória, a associação atuou em diversas ações e participou ativamente da construção de políticas importantes na área do envelhecimento no estado e no país. Por favor, tente fazer um breve resgate histórico da ANG SC.

A ANG Brasil (na época denominada apenas de ANG) foi discutida primeiramente em São Paulo, em minha casa, numa reunião de um pequeno grupo de profissionais, preocupados com a inexistência de uma organização de defesa dos direitos dos idosos e estudos na área da gerontologia social. Alguns meses mais tarde, essas mesmas pessoas, reunidas em Florianópolis, criaram a ANG. Eram elas: Edith Magalhães Mota, Marcelo Antônio Salgado, Maria José Lima de Carvalho Rocha Barroso, Neuza Mendes Guedes e Sulinete Suriano.

Assim, o berço da ANG foi a cidade de Florianópolis no Estado de Santa Catarina, que já contava com um histórico considerável de realizações no estudo da gerontologia social e atividades para idosos, fruto da ação de inúmeras instituições e órgãos públicos, com especial destaque para o NETI, da Universidade Federal de Santa Catarina. Era natural que a ANG Santa Catarina viesse a acontecer.

Sendo uma das mais antigas regionais, tem sido uma das mais expressivas ANGs, com inúmeras realizações no âmbito estadual, promovendo o estudo e reflexão sobre importantes questões ligadas ao envelhecimento, propondo políticas e ações, servindo de modelo para ANGs de outros estados.

 

Na foto (da esquerda à direita) Marcelo Antônio Salgado, Rogéria Goedert Kremer Bruhl, Marília Celina Felício Fragoso, Maria Fatima Souza Nascimento, Maria Cecilia Antônia Godtsfriedt, Albertina Terezinha de Souza Vieira em Reunião da Associação Nacional de Gerontologia.

 

ANG SC: Desde que você começou a sua atuação até hoje, quais as principais mudanças que percebe na área da gerontologia?

Quando iniciei meu trabalho com idosos não havia nenhum estudo brasileiro que pudesse ser considerado como referência. Nada escrito sobre a velhice, apenas pequenas referências a questões da saúde do idoso e as instituições asilares. Busquei apoio em publicações técnicas de outros países, notadamente França, Espanha e Estados Unidos, e me correspondia regularmente com instituições e órgãos públicos dessas nações.

Hoje são muitos os estudos produzidos sobre a velhice no Brasil constituindo uma referência teórica significativa. A gerontologia ganhou espaço nas universidades sendo um campo de especialização.

O envelhecimento da sociedade brasileira não era considerado como um fato eminente e as questões sociais da velhice não constituíam área de atenção das políticas públicas. Hoje a questão da velhice ganhou grande visibilidade. Os idosos são reconhecidos como um grupo etário sujeito a necessidades que implicam ações particulares que proporcionem melhor qualidade de vida.

 

ANG SC: Quais as suas perspectivas em relação ao futuro dos idosos brasileiros e para a área da gerontologia em termos de políticas públicas? O que é primordial ser realizado?

Entretanto, o reconhecimento como grupo etário não é o reconhecimento como grupo social, visto não usufruírem de alguns direitos elementares de cidadania, como renda digna, assistência médica adequada, segurança, e muitas outras condições que promovem a qualidade de vida. Mesmo reconhecendo a existência e qualidade de muitas atividades e serviços mantidos em alguns municípios de diferentes regiões do País, no que diz respeito à política social para velhice, esta cresceu no discurso, mas estancou na prática. Em alguns casos, recuou, sobretudo quando se trata de questões referentes à pobreza econômica e seguridade social. Reconhecer direitos não basta, pois é necessário proporcioná-los.

O futuro é preocupante, especialmente em tempos de crise econômica. O achatamento da renda das aposentadorias e pensões previdenciárias, o precário atendimento à saúde, as agressões e violência, faz o tempo da velhice um tempo de pobreza, constrangimento e isolamento social. O envelhecimento não pode significar a morte social, resultando que muitos idosos se apresentem como um corpo estranho de indivíduos em nossa sociedade.

 

PALESTRA

“REFLEXÕES SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA OS IDOSOS NO BRASIL”

O texto abaixo caracteriza-se pela transcrição da fala de Marcelo Antônio Salgado, realizada por Vera Nicia Fortkamp de Araujo, a partir da gravação da palestra proferida no IX Encontro Catarinense de Gerontologia e IV Seminário sobre Envelhecimento e Institucionalização da ANG SC ocorridos nos dias 9 e 10 de novembro de 2017, no Auditório da CELESC em Florianópolis.

 

Interessante como eu pensei a minha velhice. Não me preocupava: primeiro porque eu achava que da velhice eu tudo sabia, e com a velhice eu tudo podia.

Quero lhes confessar que foi um grande engano, porque o meu envelhecimento tem significado cotidianamente, uma grande lição de humildade.

Eu pouco sei da velhice. Pouco posso com a velhice, muito embora, reconheça algumas experiências extraordinárias.

A primeira delas é a liberdade.

Não que seja livre por ter mais idade que os demais, mas a maturidade da idade, me concedeu, a plenitude sobre os meus próprios direitos.

Hoje eu tenho autoridade para dizer o que quero e não quero, faço ou não faço, gosto ou não gosto.

Ultimamente é interessante, que sendo muito preocupado com o envelhecimento, com as transformações, e com os cuidados lia muito: li, por exemplo, que fumar faz muito mal à saúde. Deixei de fumar.

Li que a alimentação gordurosa é muito calórica e prejudicial à saúde. Deixei de comer as coisas gostosas.

Li também que a vida estressante era prejudicial ao envelhecimento. Tenho tentado ter uma vida mais calma, mais contida, mais regrada.

Aí eu li, que amor e sexo na velhice, era perigoso. Deixei de ler.

Observo que a gerontologia é uma ciência extraordinária, talvez a mais ambiciosa das ciências, porque não se pode estudar a velhice sem que se estude as etapas anteriores do ciclo de vida. Estudo do próprio desenvolvimento.

O bom profissional em gerontologia, seja de área que for, é aquele que busca, para compreender a velhice, conhecer, as etapas anteriores do ciclo de vida daquele cidadão ou do grupo de pessoas que está atendendo.

Interessante, é que, não é aos sessenta, setenta ou oitenta anos de idade que poderemos corrigir as coisas.

Tudo tem que começar mais cedo. Na realidade, a velhice, é um somatório de experiências anteriores do ciclo de vida.

Se as experiências anteriores foram boas, a velhice, certamente terá possibilidades de ser mais bem sucedida.

Se as experiências foram ruins, muito pouco, vai poder fazer para restabelecer a qualidade de vida.

A velhice é um fato multidimensional. Isto significa que a velhice é física, a velhice é social, e a velhice é psicoemocional, ou seja, existencial.

Somente a velhice física é universal: todos que sobrevivem envelhecem, todos que envelhecem enfraquecem, todos que enfraquecem adoecem, todos que adoecem morrem.

Essa é a lei.

Agora, sobre o ponto de vista social e sob o ponto de vista existencial, a velhice muito depende da sociedade, e a cultura coletiva encara a estabelece os procedimentos com relação a seus velhos.

Se a ideia é de que o velho é um patrimônio, tudo vai ser feito para preservá-lo. Mas, se a ideia da sociedade é de que o velho é um fraco, um estorvo, nada vai ser feito.

E esse talvez seja uma das maiores questões que nós enfrentamos na sociedade brasileira. Muito embora o discurso humanitário, fale em igualdade entre todos, fale em direitos, que fala em conceder benefícios, na realidade isso não se aplica ao velho. O velho está sempre a margem das políticas sociais como um cidadão de segunda categoria.

Aliás, é interessante que até na educação comum das crianças, é uma forma corriqueira, os pais dizerem aos seus filhos: respeitem o vovô, respeitem a vovozinha, porque coitadinhos, eles já estão velhinhos. Quando usamos o termo coitadinho, já se está inferiorizando. A pena é o pior sentimento que se pode ter por um ser humano que renega a sua dignidade.

No Brasil, nós temos o fenômeno da marginalização, atualmente, chamada de exclusão social. Marginalização social foi o primeiro termo usado, na política social de maneira geral, por volta do século XIX, quando as sociedades foram acometidas da crise gerada pela Revolução Industrial. São considerados socialmente marginalizados todos aqueles que têm dificuldade de acesso aos bens e serviços de uma sociedade, sobretudo, ao trabalho, a educação, a proteção social e as condições mínimas de subsistência.

O termo exclusão social é um termo mais recente e mais atual de política social, e tenta analisar a condição diferente de vida de cada cidadão pela proximidade ou pelo afastamento dos padrões dos mínimos de integração social. Então, quanto mais distante ele está menos ele está incluído.

O envelhecimento na sociedade brasileira é um fenômeno particular, caracterizado por uma acumulação sucessiva de desigualdades, e que se agravam na época da velhice.

O que acontece é que ao longo de todo o ciclo de vida, boa parte da população do Brasil acumula déficits na educação, na saúde, na formação profissional, na cultura etc…com prejuízos na estruturação da personalidade e da própria satisfação interior.

As pessoas ingressam na velhice, em condições precárias.

O segmento etário idoso talvez tenha sido o segmento da população que mais dificuldade teve para ser incorporado dentro das ações de políticas públicas sociais.

Só a partir da criação do Ministério da Previdência Social e o da Assistência Social, é que se começou a falar neste grupo etário, pois até então, era como se ele não existisse.

É verdade, e eu não posso deixar de reconhecer, a quantidade de programas de serviços e de ações que existem no âmbito de muitos municípios, em diversos estados, mas isso não é um fato universal.

Por outro lado, trabalhamos muito na reeducação do idoso e no fortalecimento de movimentos integrados por pessoas idosas. Mas, nós esquecemos de exigir da sociedade uma resposta de como ela quer o seu velho.

Então, a postura das pessoas idosas com relação à velhice, mudou. O velho, hoje sai às ruas, o velho busca participar de atividades culturais, de programas de lazer etc.

O resultado de tudo isto é que o velho ganhou visibilidade, e no ganho da visibilidade eu considero que ele ganhou o reconhecimento como grupo etário. Mas não ganhou o status de reconhecimento como grupo social. Porque, o que configura verdadeiramente o grupo social é o suprimento das suas necessidades (pelos menos as principais), e que são os direitos básicos de cidadania. Infelizmente, com alguns avanços na Política do Idoso que temos tido, ainda não atingimos essa concretização.

Por outro lado, a política com relação à velhice no Brasil é feita de avanços e retrocessos. São cinquenta anos desde que eu comecei, é muito tempo. Foi um tempo extraordinário para a promulgação da Lei Nº 8842, a Lei do Idoso.

Na época, em um seminário internacional que aconteceu em Brasília, a observação feita por diversos membros das delegações estrangeiras, foi a que era uma das leis mais completas de atenção ao idoso. Aliás, ela foi construída, a partir de muita reflexão, de muito estudo e observação da realidade. Até hoje, não foi regulamentada.

Depois, veio o Estatuto do Idoso, esta Lei extraordinária, mas que a todo momento, está sofrendo perdas importantes. Não podemos ter segurança de dizer que temos uma legislação de proteção eficiente, não, porque ela é absolutamente frágil.

Nós tivemos um senador muito importante, chamado Nelson Carneiro. Foi ele quem durante mais de vinte anos lutou pela causa do divórcio, e se hoje o divórcio é uma realidade no Brasil se deve ao trabalho desse senador. Depois que ele conquistou a Lei do Divórcio, ele resolveu a se dedicar a questão da velhice. Pouco mais de um ano depois ele anunciou que estava renunciando aquela causa. Primeiro, disse que havia se dedicado há mais de vinte anos pela causa do divórcio, e como já completara oitenta anos, não iria ter mais vinte anos para essa nova causa.

Por outro lado, declarou ele, a causa do divórcio foi vitoriosa, porque tinha opositores. Quanto mais pessoas e grupos se opunham, mais a questão era discutida, mais a questão ganhava abrangência e notoriedade. Diferente da causa do divórcio, a causa da velhice não tem opositores. Todos concordam que é um causa justa, mas não fazem nada a seu favor.

Para concluir afirmo que na política social não basta reconhecer direitos, temos que conceder os direitos. A política só se concretiza quando os direitos são acessíveis a todos que deles possam se beneficiar.

Bem, devido ao avançado do tempo, pois certamente haverá algumas perguntas, eu queria apenas fazer mais algumas observações.

A primeira é que nós temos que ser absolutamente conscientes, da fragilidade das políticas. Não quer dizer que eu não reconheça que tenhamos avançado. Avançamos, mas ainda estamos muito longe de chegar não ao bom, mas ao razoável. Em tempos de crise econômica isso se torna muito complexo, se torna muito preocupante. Portanto, cada um de nós independentemente do trabalho particular que realiza, tem que ser um agente dessa transformação, tem que ser um agente no encaminhamento dessa discussão e tem que ser um agente articulador de elementos para estabelecer sobretudo, à crítica à sociedade.

Temos um ditado muito comum na sociedade brasileira, “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, mas vamos acrescentar “se nos juntarmos o bicho foge”.

 

Na foto (esquerda para direita) Maria Joana Zucco, Marcelo Antônio Salgado, Marília Celina Felício Fragoso, Bahij Amin Aur e Tereza Rosa Lins Vieira durante atividades do IX Encontro Catarinense de Gerontologia.

 

Na foto (em destaque) Marcelo Antônio Salgado e Vera Nicia Fortkamp de Araujo em debate durante o IX Encontro Catarinense de Gerontologia

 

DEPOIMENTOS

Depoimentos colhidos de pessoas presentes no evento e que conhecem Marcelo Salgado já de longa data e assim quiseram lhe prestar uma homenagem…

 

“Foi possível desfrutar do convívio mesmo que rápido, na companhia de Marcelo Salgado nestes dias do nosso evento, absorvendo cada frase pronunciada plena de experiência e sabedoria num tom de voz suave e pausada, e com aquele brilho de satisfação emitidos por seus olhos azuis e os cabelos brancos que emoldura sua cabeça. Marcelo sempre foi ousado para o seu tempo, e com esta ousadia foi longe sendo o criador e fomentador da Política Nacional do Idoso em nosso país bem como do Benefício de Prestação Continuada-BPC. Suas contribuições na área do envelhecimento humano ultrapassam o Brasil, percorrendo vários países da Europa, obtendo condecorações como por parte do governo da França. Na ocasião, brasileiros da área gerontológica de renome, mais próximos que foram prestigiá-lo a saber: Maria José Barroso, Neusa Mendes Guedes, Ubiratã O., Dirceu Nogueira Magalhães, Nara Costa Rodrigues, como também Paul Paillat, Claudine Daufut e sua estimada e saudosa mãe a senhora Florinda Salgado entre outros. Conversar com Marcelo Salgado é mergulhar na experiência da sua vivência na área social no que diz respeito às Leis que prescrevem os direitos da pessoa idosa em nosso País. Na sua fala é possível identificarmos muitos valores que passamos a dar com o passar do tempo, como priorizar a liberdade de escolhas daquilo que realmente nos traz prazer e tranquilidade na vida. Marcelo Salgado podemos dizer com propriedade e convicção, você é um marco e grande parceiro na nossa trajetória da ANG Brasil e ANG SC, sempre prestimoso em participar de nossos eventos, de persistir na defesa e efetivação das políticas sociais e púbicas para a pessoa idosa para que todos vivam com dignidade. Por tudo isso, receba a nossa profunda gratidão acompanhada de nossa admiração, reconhecimento e de nosso carinho e afeto”.

(Vera Nicia Fortkamp de Araujo – Vice Diretor Técnico Científico ANG SC)

 

“Para pensar no estudo do envelhecimento e das Políticas Públicas para pessoas idosas é principal termos por base a contribuição do nosso amigo Marcelo Salgado”.

(Edléia Schmidt – Ex-Presidente do Conselho Estadual do Idoso representando a CELESC)

 

“Marcelo Salgado grande pilar da Gerontologia no Brasil, pela sua dedicação e entrega pela causa. Não podemos apagar da nossa memória o grande guardião de toda a nossa história gerontológica”.

(Maria Cecília Godtsfieldt – NETI/UFSC)

 

“Para mim é uma grande honra falar sobre o trabalho de uma pessoa que implantou o legado que se tem hoje, e sempre do que é a atuação para o envelhecimento no SESC Santa Catarina e Brasil. Estou tomada de emoção neste momento pois recordo que em 1998 quando iniciei meu estágio do curso de Serviço Social no SESC, me foi apresentado, pela Assistente Social Selma Junkes, o que se tinha de referência na área, ao que me contou quem era Marcelo Salgado. Passei a ler tudo o que ele escrevia, e me encantei com cada linha. Vieram eventos, nos quais foi possível conhecê-lo pessoalmente e confirmar minha admiração, inspiração e fascínio pela área da gerontologia. Por isso, sem dúvidas afirmo que este nobre homem é percursor do que se tem de mais valioso atualmente no SESC e na sociedade que é o respeito ao cidadão que envelhece. Gratidão Marcelo, muita longevidade e felicidade”.

(Arlei Souza Borges – Técnica de Grupos SESC – Prainha/Florianópolis)

 

“Com 17 anos iniciou trabalho voluntário; em 1970 ingressou no SESC São Paulo e inicia a prática de trabalho social com o idoso; 1971 participa do 1º trabalho de Ação Voluntária para Idosos com a Organização de Movimento Pró Idoso de São Paulo SESC/INPS/LBA, Secretaria de Promoção Social e Prefeitura Municipal; com a criação do Ministério da Previdência organiza a primeira Política de Atendimento ao Idoso; em 18 de outubro de 1985 integra a equipe que cria a Associação Nacional de Gerontologia em Florianópolis, Santa Catarina; é referência nacional na conquista e defesa dos direitos da Pessoa Idosa e atualmente é Presidente de Honra da ANG”

(Marília Celina Felício Fragoso – Precursora e Presidente da ANG e da seção de SC em várias gestões)

 

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